Banco do Brasil quer ampliar acesso ao Programa Nacional de Microcrédito
Uma opção bastante vantajosa de captação de recursos com baixo custo ainda não está tendo a procura desejada pelas instituições financeiras. A linha de crédito está sendo operada pelos bancos oficiais e tem recursos oriundos do Tesouro Nacional para alavancar os pequenos negócios formais e informais. O Programa Nacional de Microcrédito Orientado se soma ao programa do Banco Social, do Governo do Estado, na tentativa de fortalecer os pequenos negócios gerando emprego e renda no país.O programa foi lançado pelo Governo Federal em agosto de 2011, com a finalidade de oferecer crédito diferenciado para microempreendedores individuais e microempresas, ou seja, pessoas físicas e jurídicas que faturam até R$ 120 mil ao ano. Um dos diferenciais deste programa, em relação aos outros créditos disponíveis no mercado, é a taxa de juros de até 8% ao ano, a Taxa de Abertura de Crédito - TAC terá redução de 3% para 1% e ainda não necessita da obrigatoriedade de garantia para sua liberação.A gerente de serviços da agência do Banco do Brasil de Francisco Beltrão, Keila Pagliari, afirma que podem se beneficiar do programa: pessoa física (empreendedor individual), que fatura até R$ 2 mil por mês; pessoa jurídica - faturamento de R$ 36 mil anuais; microempresa - faturamento de R$ 120 mil anuais. A taxa de juros é de 0,64% ao mês e mais 1% da TAC sobre o valor financiado. O teto máximo do financiamento é de R$ 15 mil, com prazo de 24 meses.Keila diz que em dois meses a agência liberou R$ 100 mil, no entanto, o banco espera aumentar a liberação de recursos através desta linha. "Para os próximos dias, pensamos em fazer uma divulgação local mais intensa para atrair os empreendedores e mostrar que é um recurso que pode servir para capital de giro e investimento." Ela lembra que o recurso é orientado, portanto, o tomador receberá visitas com orientações. O programa é desenvolvido em parceria com o Sebrae.A gerente informa que o crédito permite aos negócios informais acessar recursos que antes não estavam disponíveis. "Os recursos podem atender costureiras, eletricistas, pipoqueiros, motoristas, cabeleireiros e todos os profissionais com espírito empreendedor", afirma Keila.Investimento para crescerAndré Comunelo, professor de Ciências Contábeis da Unipar, diz que a concessão desse crédito se faz necessária para que as empresas desse porte possam gerar mais emprego e renda, pois como são microempresas não possuem reservas de capital para investir em melhorias e aumento da produção e vendas, não possuem limite para contratar créditos mais atrativos e não dispõe, em sua grande maioria, de bens para garantir a liberação, assim o incentivo do programa pode auxiliar no crescimento dessas empresas. O corte nos juros será subsidiado pelo Governo Federal, o qual emitirá uma medida provisória regulamentanda. Com essa sistemática, o governo pretende injetar no mercado cerca de R$ 3,15 bilhões até 2013.De acordo com André, caso a microempresa possua um projeto de crescimento e de modernização de seu negócio, o programa irá ser de boa prática, pois o mesmo possui algumas vantagens que não estão tão acessíveis para esses em uma instituição financeira.O professor explica que os beneficiários poderão ter crédito para capital de giro, fazer compras em maior quantidade com o intuito de redução do preço, investimentos em máquinas e equipamentos para modernizar sua atividade, ainda para investir em marketing, treinamento dos funcionários, entre outros, sempre pensando na melhoria e no aumento do negócio. "No entanto, quando trabalhamos com crédito, devemos ter a frieza de que o investimento deverá trazer lucro para a empresa, pois devemos considerar os juros como despesa, assim os investimentos devem ser feitos, mas com coerência e sabedoria, pois caso contrário a empresa poderá ter problemas financeiros."
Fonte: Jornal de Beltrão