Indústria francesa de lácteos pode se instalar no Paraná
O Paraná pode sediar uma das maiores indústrias de produtos lácteos da França, a Senoble, produtora de queijos finos, sobremesas geladas e iogurtes. Os executivos da empresa estiveram na última quinta-feira (28) na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) para obter informações sobre a produção de leite e as potencialidades do Estado no ramo da agroindústria.O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, recebeu a comitiva composta pelo presidente do grupo Senoble, Marc Senoble, e pelos diretores Olivier Bessut e Pascal Tisseau. Também participou da visita o diretor executivo do Grupo Guerra, Ricardo Guerra, de Pato Branco.O Paraná é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção de 3,81 bilhões de litros em 2011, que correspondeu a uma participação de 11,9% da produção nacional. O Estado se destaca pela produção de leite de qualidade e também na produtividade, mais elevada em relação a outras regiões do País. Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) apresentado aos dirigentes do grupo Senoble, a produtividade média é de 2,4 mil litros por vaca/ano, quase o dobro da média nacional, que é de 1,3 mil litros por vaca/ano. Nas regiões com maior emprego de tecnologia do Estado, como a bacia leiteira de Castro, a produtividade atinge uma média de 10,9 litros por vacadia. Em algumas localidades, a produtividade dos animais ultrapassa 30 litros por vaca/dia.Ortigara disse não ter dúvidas de que o grupo francês encontrará no Paraná tudo o que precisa para ampliar seus negócios. “Estamos com bom nível de atração de novos investimentos, com grandes empresas, inclusive francesas, se interessando cada vez mais pelo nosso Estado”, disse.O secretário ressaltou que vislumbra um grande potencial na ampliação da participação paranaense no fornecimento de alimentos para o mundo. Neste ano, acrescentou, o Paraná deve colher 37 milhões de toneladas de grãos e o Brasil deverá colher 185 milhões de toneladas. “Nos próximos anos, certamente vamos crescer muito mais em produtividade”, disse.
Fonte: Diário do Sudoeste