Proposta do Aeroporto do Sudoeste está fora do plano nacional de aviação regional

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação

Civil investirá em 176 aeroportos regionais. Desses, 53 são prioritários e já

vão receber investimentos de R$ 300 milhões a partir de 2017 para que estejam

todos operando até 2020. A lista dos aeroportos prioritários ainda deverá ser

aprovada pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Fora esses 53, a área técnica recomenda investimentos em mais 123 terminais,

totalizando 176.

Esse total vai compor uma carteira de projetos do

Ministério. Os investimentos nesses aeroportos serão feitos de acordo com a

disponibilidade financeira. Está garantido que todos os 176 terão seus projetos

concluídos. Outros nove já operam e não vão receber investimentos doGoverno

Federal. "Esses aeroportos são uma excelente carteira de projetos. A

partir do momento que tivermos orçamento, já temos os projetos prontos para

serem licitados", afirma o ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

Os critérios para a escolha dos aeroportos da

carteira de projetos foram baseados em indicadores como terminais importantes

para o tráfego aéreo que já estão com restrição de capacidade; os localizados

em regiões remotas, caso da Amazônia Legal; rentabilidade do operador

aeroportuário; cobertura da população em até 120 minutos de deslocamento (100 km);

interesse das companhias aéreas; e proximidade de grandes aeroportos ou

capitais.

Dentro dos critérios da área técnica, o ministro

Quintella também negociou as escolhas da carteira de projetos com os governos e

bancadas estaduais. "Todos os estados foram contemplados nas

negociações", afirma. Só Roraima, Amapá, Sergipe e Distrito Federal

preferiram outros investimentos nas negociações conduzidas por Quintella.

Após estudos, a Secretaria de Aviação Civil identificou que 85 terminais não

possuem viabilidade para entrar na malha regional brasileira, em virtude da

proximidade de alguns aeroportos preferenciais, baixa demanda de passageiros e

falta de interesse de operação das companhias aéreas.

Desse modo, havendo interesse, Estados ou

municípios podem assumir os investimentos nesses terminais, que teriam como uso

exclusivo a aviação executiva, sem recursos do Governo Federal. Os nove

restantes já receberam investimentos

Até 2020, o Programa de Aviação Regional deve receber R$ 1,2 bilhão em

investimentos, R$ 300 milhões por ano a partir de 2017. São fundos do Fundo

Nacional de Aviação Civil (FNAC), composto por taxas e outorgas da aviação, e

que só pode ser investido no próprio setor. O fundo está contingenciado para

melhorar as contas do governo até que o reequilíbrio fiscal seja atingido. A

previsão de receita é de R$ 8 bilhões até o fim deste ano.

Atualmente, o programa possui 92 aeroportos na

fase de anteprojeto, etapa que já autoriza a elaboração do projeto de

engenharia, sendo possível realizar a licitação e dar início às obras.

Contemplados no Sul

Rio Grande do Sul

Caxias do Sul, Passo Fundo, Santo Ângelo

Santa Catarina

Correia Pinto (região de Lajes), Chapecó

Paraná

Cascavel, Maringá, Ponta Grossa

Fonte: JdeB

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