Técnicos já identificaram redução do volume nas nascentes e preocupação com a qualidade

As incertezas com os recursos naturais, principalmente a água, não é

novidade, mas se tornam cada vez mais necessárias frente a queda de braço entre

as ações, orientações e fiscalizações contra os avanços ao meio ambiente. Essa

situação é constata na região Sudoeste do Paraná e por isso um grupo da

governança do Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI) está estudando

a nossa situação.

O levantamento conta com a poio de órgãos de Estado, como Sema e

Sanepar, além de professores de instituições de ensino e pesquisa, entidades e

associações da região. Na última reunião do PDRI, realizada no dia 6 de

setembro, a coordenadora da comissão da água Sheron Caleffi, funcionária do

IBGE em Pato Branco, relatou o que foi feito e o que pretendem.

“Temos feito reuniões com profissionais que atuam diretamente com água e

a constatação não é boa. Além de dados que mostram queda no volume de água das

nascentes, percebemos que a sociedade está inerte a essa realidade e ao futuro.

Queremos envolver a comunidade regional para o debate, e por isso estamos

trabalhando para obter mais dados técnicos para apresentar”, comentou Sheron,

adiantando que um novo encontro deve ocorrer nos próximos dias.

Outra preocupação do grupo é com a sustentabilidade das empresas e

grandes industrias que precisam de muita água para operar. “O tema é muito

relevante é por isso queremos o envolvimento de prefeituras, empresas,

instituições e sociedade civil como um todo. Ainda precisamos de dados

concretos, mas entendo que precisamos agir para podermos ter água de qualidade

e abundante para as próximas gerações”, entende Sheron.

Turismo e desenvolvimento

A questão que envolve água vai muito além do fornecimento para o consumo

humano e animal na região. A bacia hidrográfica é riquíssima tendo uma

contribuição grande na economia regional, há exemplo das centrais

hidrelétricas, lagos, termas e balneários. Esse potencial energético e

turístico precisa ser protegido e os projetos podem ser pensados para

contribuir com o desenvolvimento regional.

O diretor da Agência de Desenvolvimento Regional Celio Boneti chama

atenção para um projeto que a Agencia, enquanto a IGR, teve acesso, por meio de Jacó Gimenes, presidente da PARANATUR que contempla em uma

área que compreende um lago em seu entorno sobre a bacia do Rio Paranapanema e

Itararé, entre o Paraná e São Paulo. “Denominado Angradoce que pretende

revitalizar e criar uma série de infraestrutura nos municípios lindeiros

oportunizando investimentos voltados ao desenvolvimento do turismo. Segundo

Boneti, em diálogos iniciados com áreas do Governo estadual, há a possibilidade

de se pensar um também para nossa

região, contemplando os diversos lagos que margeiam os municípios do Sudoeste”,

disse.

Outro dado constatado diz respeito a perfuração de poços artesianos

feitos de forma desenfreada, enquanto as proteções de fontes não ganham a mesma

preocupação. Dados do Iapar mostram que na região Sudoeste do Paraná, a

precipitação média não se alterou significativamente nos últimos anos (Iapar

2007), mas o consumo de água aumentou bastante. Entre 1996 e 2006, a produção

de leite cresceu 132%, a de aves, 243%, e a de ovos, 429% (IBGE, 2009).

Percebe-se, portanto, que a crise de abastecimento de água nos estabelecimentos

da região está associada principalmente ao aumento da demanda de água e da degradação

ambiental.

Fonte: Assessoria

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